terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Festa da Menina Morta

Intrigada, não tanto pela indicação de um amigo mineiro que recomendou com a ressalva: " vale a pena ver", mas pela analogia embutida no título, loquei este DVD no último fim de semana, que se anunciara como um sábado chuvoso, com fortes ventos a fustigar as janelas de meu apartamento ,no sexto andar...minha curiosidade era tamanha, que já aguardara por mais de tres semanas a liberação do título na locadora, perto de casa...Deixando a chuva cair lá fora, ignorando completamente o clamor da ventania atemporal desta primavera, acomodei-me confortavelmente na poltrona da sala e deixei o filme rolar... Antes, porém, coloquei bombons, biscoitos e uma cafeteira na mesa em frente, para atacar, caso me desagradasse o título escolhido ( na verdade um tanto utópico e mórbido), ou o sono me derrubasse sem aviso prévio. É comum esta letargia tomar conta de mim quando fico indiferente às primeiras cenas da telinha... acho que cinema tem que ser no CINAMA, mesmo, com telona , som que nem surdo pode reclamar, cheiro de pipoca e refri para refrescar.Tudo bem, hoje será aqui mesmo... E vamos à festa....
Uma festa que recebeu muitos aplausos no Festival de Cannes e inúmeros prêmios em Festivais Nacionais e outros Internacionais.O enredo chocou-me profundamente, desde as cenas iniciais. A história nos transporta para uma pequena comunidade amazônica que vive em torno de um rapaz que ganhou fama por falar com o espírito de uma menina morta da região. A partir daí, o roteiro se confunde e se divide entre tentar captar a lógica do ambiente, acertando na caracterização da vila, do cotidiano e de boa parte dos personagens. Sentindo-me um peixe fora dágua, das águas daquele imenso rio que a telinha teimava em mostrar, dei um PAUSE.... para aliviar a tensão, um bombom e um cafezinho vem bem nesta hora.
Depois, voltando ao filme, com as idéias novamente concatenadas, volto à ação... percebo e comparo o quanto de underground tem o lugar, comandado por um cara afetado, descontrolado e que vive de vestido e faz sexo com o pai. A cena de incesto , mesmo tendo sido discreta, quase escondida, me colocou numa saia justa. Não gosto deste tipo de imagem, pois é constrangedor. Sou preconceituosa , não nego, e acho que não havia razão para ser apresentada, assim, gratuitamente,pois não acrescentou nada ao enredo.Não lido bem com a homossexualidade, mas respeito opções na escolha de relacionamentos...Ah! porque me deixei levar pelo comentário do mineiro?Pensei em dar um STOP e continuar meu lanchinho...mas... não sou covarde...vou até o fim, embora a festa tenha começado pelo fim.
A Festa da Menina Morta celebra o milagre de Santinho, filho de mãe suicida. Ela, após o gesto tresloucado, lhe passa os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A busca de festejar o retorno da menina a partir de um milagre, envolve o rapaz intimamente com a seita seguida por todos. Isto deixa Sntinho endeusado.
Roteiro bizarro, descontrolado,confuso, que incomoda e causa mal estar.
Não vou desistir.Suporto até o fim. Não sou daquelas pessoas que se retira da sala quando o filme desagrada.
Por que filme brasileiro precisa ter tanta apelação? Misturou religião, incesto, exploração de sentimentos profundos em cenário arcaico, primitivo e feroz. Não gostei do filme !
E como dizem alguns quando lhes falta palavras para definir o desagrado: NÃO FAZ MEU GÊNERO...
Os bombons e o café me deram mais prazer...

sábado, 12 de dezembro de 2009

NOMES

Gosto de mudar de nome, especialmente quando estou me sentindo outra....
Meu irmão caçula sempre me confidenciava que usar nomes diferentes pode alterar minha imagem ou criar uma idéia falsa sobre minha personalidade....recomendava que eu não usasse falsa identidade para não comprometer ....EU? não ligava ....
Assim, quando adolescente, adorava ser chamada de LÚCIA, quando mantinha correspondência com jovens de outras cidades, na coluna TENHA NOVOS AMIGOS....
Lembro bem que até me correspondia em Frances, Inglês e Alemão, pois podia por em prática meus conhecimentos linguísticos do Ginásio, e isto era para mim uma grande vitória....me sentia importante...
na era da informática vieram os @@@, as senhas e ID para garantir privacidade.... ah! estou aproveitando.... tenho até um caderninho com o registro de todos os nomes que já me batizei....
o mais engraçado e inaceitável pelo meu neto foi recentemente introduzido à minha lista :
CAMININHA..... faz troça confundindo CAMISINHA? vó?....
sentindo a necessidade de não cair no ridículo, resolvi apelar... escolhi um nome mais pomposo MRSKARMEN.....
Acho que poderei adotar este pseudônimo por algum tempo.... sem vexame....

O prazer de ler

..........eu disse degustar?
Sim .Um dos estandes da feira proporcionou aos interessados nas novidades literárias o prazer de degustar as páginas de livros.... quando passei por lá, meu amigo Airton Ortiz , escritor que eu leio com voracidade, fazia o relato de suas aventuras , também narradas em seus livros de forma simples mas interessantíssimas....
dei um stop para escutá-lo.Foi qundo me foi oferecido degustar a página de um livro..... tinha o sabor de limão..... adorei..... postei a foto no ORKUT e não tem quem não aprecie ( a foto).
Parece que me deixei impregnar pelo sabor do livro...
Agora comecei a ler COMER, REZAR, AMAR da Liz Gilbert e já estou reabastecendo meus prazeres vitais..... Você já leu?
estou adorando !!!!!!!!
Se a gente não cria o hábito de escrever no blog diariamente, nem a melhor intenção impulsiona a máquina pensante de abrir a pagina "de tudo um pouco". Isto porque os dias passam muito rapidamente e quando lembramos, o fio da meada inicial perdeu-se na cestinha de costuras diluindo-se na vertente ininterrupta que leva de roldão cada segundo de nosso precioso tempo....Assim, fiquei devendo a continuação de meus comentários sobre a FEIRA DO LIVRO assunto este que era novidade no momento em que acontecia.... agora.... já é assunto ultrapassado...ficaram os livros que adquiri, e foram muitos, mas pretendo ler todinhos, na medida em que disponibilizo tempo tranquilo para isto....

adoro ler nos fins de semana, quando estou sozinha e nenhum outro programa me atrai....

ficou uma boa lembrança do livro que degustei na feira