Intrigada, não tanto pela indicação de um amigo mineiro que recomendou com a ressalva: " vale a pena ver", mas pela analogia embutida no título, loquei este DVD no último fim de semana, que se anunciara como um sábado chuvoso, com fortes ventos a fustigar as janelas de meu apartamento ,no sexto andar...minha curiosidade era tamanha, que já aguardara por mais de tres semanas a liberação do título na locadora, perto de casa...Deixando a chuva cair lá fora, ignorando completamente o clamor da ventania atemporal desta primavera, acomodei-me confortavelmente na poltrona da sala e deixei o filme rolar... Antes, porém, coloquei bombons, biscoitos e uma cafeteira na mesa em frente, para atacar, caso me desagradasse o título escolhido ( na verdade um tanto utópico e mórbido), ou o sono me derrubasse sem aviso prévio. É comum esta letargia tomar conta de mim quando fico indiferente às primeiras cenas da telinha... acho que cinema tem que ser no CINAMA, mesmo, com telona , som que nem surdo pode reclamar, cheiro de pipoca e refri para refrescar.Tudo bem, hoje será aqui mesmo... E vamos à festa....
Uma festa que recebeu muitos aplausos no Festival de Cannes e inúmeros prêmios em Festivais Nacionais e outros Internacionais.O enredo chocou-me profundamente, desde as cenas iniciais. A história nos transporta para uma pequena comunidade amazônica que vive em torno de um rapaz que ganhou fama por falar com o espírito de uma menina morta da região. A partir daí, o roteiro se confunde e se divide entre tentar captar a lógica do ambiente, acertando na caracterização da vila, do cotidiano e de boa parte dos personagens. Sentindo-me um peixe fora dágua, das águas daquele imenso rio que a telinha teimava em mostrar, dei um PAUSE.... para aliviar a tensão, um bombom e um cafezinho vem bem nesta hora.
Depois, voltando ao filme, com as idéias novamente concatenadas, volto à ação... percebo e comparo o quanto de underground tem o lugar, comandado por um cara afetado, descontrolado e que vive de vestido e faz sexo com o pai. A cena de incesto , mesmo tendo sido discreta, quase escondida, me colocou numa saia justa. Não gosto deste tipo de imagem, pois é constrangedor. Sou preconceituosa , não nego, e acho que não havia razão para ser apresentada, assim, gratuitamente,pois não acrescentou nada ao enredo.Não lido bem com a homossexualidade, mas respeito opções na escolha de relacionamentos...Ah! porque me deixei levar pelo comentário do mineiro?Pensei em dar um STOP e continuar meu lanchinho...mas... não sou covarde...vou até o fim, embora a festa tenha começado pelo fim.
A Festa da Menina Morta celebra o milagre de Santinho, filho de mãe suicida. Ela, após o gesto tresloucado, lhe passa os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A busca de festejar o retorno da menina a partir de um milagre, envolve o rapaz intimamente com a seita seguida por todos. Isto deixa Sntinho endeusado.
Roteiro bizarro, descontrolado,confuso, que incomoda e causa mal estar.
Não vou desistir.Suporto até o fim. Não sou daquelas pessoas que se retira da sala quando o filme desagrada.
Por que filme brasileiro precisa ter tanta apelação? Misturou religião, incesto, exploração de sentimentos profundos em cenário arcaico, primitivo e feroz. Não gostei do filme !
E como dizem alguns quando lhes falta palavras para definir o desagrado: NÃO FAZ MEU GÊNERO...
Os bombons e o café me deram mais prazer...
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário